quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Que vida aquela

Seus dedos deslizavam pelas cordas à medida que a música fluía e os embalava numa melancolia hedionda. Lá fora tudo era calmo. Nada mudara com o romper da música, apenas os três corações, que batiam ao ritmo da balada naquela sala incolor, se deixavam arrecadar pelo sentimento de nostalgia. Que vida aquela. Ninguém sorriu durante aqueles minutos que mais se igualavam a horas. No fim, todos bateram palmas, não por ser algo bonito de se ouvir, mas por ser o som do grito que há tanto desejavam soltar.

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