Os pensamentos caiem de empreitada. Rasgam e amassam o meu coração como se de uma folha de papel se tratasse. Às vezes penso que vivo uma vida dupla, como se fosse possível amar-te neste segundo e odiar-te no momento a seguir. Mas era na tua força que eu encontrava a minha inspiração.
Mandas-me um tiro de caçadeira e atiras-me com a G3 na cabeça, arranhas-me, esfolas-me, desmembras-me, decapitas-me, espancas-me com o que resta da garrafa donde bebes-te o tinto e dás-me uma carga de porrada de palavras cheias de perdigotos quando proferidas e sem fazerem algum sentido. Como se não bastasse, ainda me arrancas as unhas das mãos que tanto trabalho deram a roer e pintas as dos pés com rosa choque como se de uma piada se tratasse.Apesar deste bacanal todo que crias-te à frente de um tasco onde costumas juntar os teus amigos da 'copofonia' para fazerem um torneio de peixinho, eu sobrevivo, levanto-me e ando na tua direcção e cuspo-te em cima, dou-te duas chapadas na cara e ordeno-te para acordares porque já estou farta de fazer de vítima neste teu sonho estúpido e pestilento.
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